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A caixa d'água do povoado de Bicuiba, em São Bernardo-MA, se encontra em situação precária e sem a tampa a mais de um ano, colocando em risco a saúde de quem usufrui a água diariamente.


Segundo informações o Secretário de infraestrutura do município, Antônio Bernardo o 'Doginho', mora na mesma rua em que se encontra o problema no sistema de água, os moradores afirmam que o Secretário sabe do problema, mas age com indiferença diante das reclamações feitas por eles.

Como no inverno é o período mais propricio as epidemias e doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, por conta do alto índice de chuvas e acumulo de água parada em recipientes abertos, como é o caso da caixa d'água do povoado, os moradores temem adquirir doenças como a dengue emoragica, e outras, e pedem que o Secretário ou o prefeito resolva o problema em caráter de urgência.


Em depoimento um morador que não quis se identificar por medo de perseguição Política disse; "É um absurdo essa situação que estamos passando, pois corremos o risco eu e nossas famílias que Deus nos defenda, mas e se caso pegarmos uma doença como a dengue que é uma doença muito perigosa e que já matou várias pessoas e todos sabem disso, acho muita falta de responsabilidade e compromisso por parte do Prefeito João Igor, e do Secretário Doginho, queremos apenas a solução do problema pois é um direito nosso como cidadão.


ENTENDA:

O saneamento precário cria o ambiente propício a muitas outras doenças além das transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Elas são causadas pela ingestão de água contaminada ou pelo contato da pele ou mucosas com a própria água, lixo ou solo infectados.
Boa parte dessas doenças tem ciclo de transmissão feco-oral, aquele em que agentes causadores presentes nas fezes humanas ou de animais entram pela boca de uma pessoa, que se contamina. Isso pode ocorrer pelo uso de água não tratada, tanto para beber quanto para lavar alimentos. Também se dá por falta de cuidados de higiene de quem se sujou com fezes e pela falta de destinação adequada dos dejetos e do lixo, que ficam expostos a moscas domésticas e outros insetos e acabam por comprometer a higiene.
As diarreias estão em primeiro lugar entre as doenças causadas por fatores ambientais, como pobreza, desnutrição, má qualidade dos alimentos consumidos, falta de condições de higiene pessoal e ausência de saneamento básico.
Apesar da multiplicidade de fatores, não é difícil estabelecer uma relação entre a precariedade do saneamento e as moléstias que acometem a população.
Estudo feito pela pesquisadora Denise Kronemberger, a pedido do Instituto Trata Brasil, avaliou a relação entre saúde e saneamento e seus impactos nos 100 maiores municípios do Brasil entre 2008 e 2011.

Internações

Uma das conclusões da pesquisa foi que, em 2010, os baixos índices de coleta de esgotos foram acompanhados por altas taxas de internação por diarreias em 60 de um total de 100 cidades pesquisadas. Entre as 20 cidades com menor taxa de internação, em média, 78% de população é atendida por coleta de esgotos. Por outro lado, nas dez cidades com maiores taxas de internação, tem-se cerca de 29% de população atendida por coleta de esgotos.
Os resultados do estudo reforçam a constatação de que as crianças são as mais vulneráveis. Nas 100 cidades analisadas, foram registradas 28.594 internações de crianças de até 5 anos, ou seja, 53% do total das internações no Brasil (54.339). O total de internações custa cerca de R$ 140 milhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS).
À época da apresentação dos resultados da pesquisa, o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, afirmou: “Infelizmente, o atendimento em saneamento básico ainda divide o Brasil. Cidades bem atendidas em água e esgoto economizam recursos com saúde e seus cidadãos são mais saudáveis, sobretudo as crianças. Enquanto isso, outras cidades gastam muito em internações e condenam seus cidadãos a conviverem com mais doenças da água poluída”.
Esse casamento perverso afeta principalmente as populações de baixa renda em todo o mundo, mais suscetíveis a adoecer devido à associação com outros fatores, entre os quais a desnutrição. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 88% das mortes por diarreias no mundo são causadas pelo saneamento inadequado. Dessas mortes, aproximadamente 84% são de crianças, sendo a segunda maior causa de mortes em menores de 5 anos. Estima-se que 1,5 milhão de crianças nessa faixa etária morram a cada ano vítimas de doenças diarreicas.
Especialistas das Nações Unidas também apontam a importância de se investir em saneamento básico. Segundo eles, a cada U$ 1 gasto com tratamento de esgoto, são economizados U$ 4 em atendimento de saúde. A oferta de esgoto encanado melhora o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de uma localidade e foi incluída entre os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, série de metas socioeconômicas que os países se comprometeram a atingir até 2015.

Campanha

Além das diarreias, inúmeras  doenças são causadas pela precariedade nesse serviço. Entre elas, a febre tifoide, a febre paratifoide, as shigeloses, a cólera, a hepatite A, a amebíase, a giardíase, a leptospirose, a poliomelite, a ancilostomíase (amarelão), a ascaridíase (lombriga), a teníase, a cisticercose, a filariose (elefantíase) e a esquistossomose.

Com informações de senado.leg
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