BLOG DO ILDER COSTA
Com a justificativa de combater a proliferação de informações falsas na internet, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cobra das empresas Google, Facebook, WhatsApp e Twitter mecanismos que possam inibir a atuação dos internautas, no Brasil, sobretudo no período eleitoral. 
O Tribunal reuniu presidentes das plataformas de conteúdo nesta semana para discutir meios (ferramentas) para detectar informações com teor falso ou agressivo aos candidatos. Ocorre que não há uma definição do que pode ser ou não considerado fake news nos moldes da era da informação e interação social na rede mundial de computadores. 
Qualquer barreira criada pelas empresas, mediante acordos firmados junto ao TSE, vai de encontro às políticas de negócios das próprias redes sociais que já disponibilizam ferramentas para a execução de estratégias de marketing, vendas e impulsionamento de conteúdo em massa nos seus aplicativos.  

Grupo se reuniu no Superior Tribunal Eleitoral (Imagem: reprodução)
Não custa ressaltar que tramita ainda na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da “Fake News”, na qual predominam deputados de oposição ao atual governo, uma fantasiosa investigação sobre a “utilização de perfis falsos para influenciar os resultados das eleições 2018”, visto que o foco principal do grupo tem sido jornalistas independentes e profissionais que dominam estratégias de marketing digital no país.
Na prática, buscam-se meios de diminuir o alcance das plataformas em detrimento do interesse político. Ao usuário restará a bolha comercial e jurídica de suas próprias ações na internet, ainda sob o risco de ter sua liberdade cassada.



Do carta piaui

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